[Notícia actualizada às 18h10]

A Opway - detida maioritariamente pelo grupo Espírito Santo - avançou com o despedimento colectivo de cerca de 200 trabalhadores, soube a Agência Financeira junto de fonte da empresa.

A mesma fonte remete-se, por enquanto, ao silêncio sobre as áreas afectadas, mas garante, em comunicado, que a «contracção do investimento público e privado em infra-estruturas, os constrangimentos no financiamento da economia e os atrasos nos prazos de recebimento levaram, nos últimos anos, a um agravamento da situação financeira das empresas que actuam no sector da construção».

No comunicado, Almerindo Marques, presidente do conselho de administração, sublinha que «o despedimento de colaboradores efectuados na Opway procura ajustar os recursos ao volume de actividade da empresa e à modernização do seu funcionamento».

Este é o segundo processo de despedimentos com o qual a empresa se depara este ano. Em Fevereiro, o grupo já tinha dispensado 65 trabalhadores.

«A empresa lamenta esta medida, mas trata-se de uma decisão necessária para manter a sua viabilidade, prepará-la para os desafios que se avizinham e preservar a estrutura remanescente».

Sindicato confirma despedimentos

Também o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, confirmou citado pela Lusa que a empresa já está a contactar os colaboradores em causa, individualmente, com vista ao procedimento de despedimento colectivo.

A Opway é detida a 100% pela Rioforte, sociedade de investimentos do Grupo Espírito Santo, e tem cerca de 650 trabalhadores.

De acordo com a página da Internet, a Opway nasceu em Janeiro de 2008 após a aquisição da SOPOL pela OPCA, que foi uma das mais prestigiadas empresas a actuar no sector da engenharia, construção civil e obras públicas desde 1932, tendo assumido ao longo das últimas décadas uma posição relevante no sector.

A Opway desenvolveu vários projectos no mercado nacional como a subconcessão do Douro Interior e a variante da Trofa, além do edifício Municipal do Seixal, do edifício Parque Palácio no Estoril e do Fórum Barreiro, entre outros.
Lara C. Fernandes