A Companhia de Electricidade de Macau, participada da EDP, fechou 2010 com um lucro de cerca de 52 milhões de euros (514 milhões de patacas), menos 4,6 milhões de euros (50 milhões de patacas) do que em 2009.

O presidente da Comissão Executiva da Companhia de Electricidade de Macau (CEM), Franklin Willemyns, disse esta terça-feira aos jornalistas que as contas da empresa, ainda não aprovadas em Assembleia-Geral, fecharam 2010 com um «aumento das vendas de cerca de 10% para cerca de 4,4 mil milhões de patacas (405 milhões de euros)».

Os lucros «são ainda inferiores ao valor do nosso investimento. Em 2010 investimos cerca de 600 milhões de patacas (55 milhões de euros) face a lucros de cerca de 500 milhões de patacas e prevemos que o investimento aumente este ano», acrescentou citado pela Lusa.

O novo contrato de concessão do serviço público de fornecimento de energia eléctrica de Macau, que entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2010 por 15 anos, ao invés dos 25 anos previstos anteriormente, será revisto de cinco em cinco anos e retirou à CEM o monopólio da produção e importação de electricidade.

Segundo os novos moldes do contrato, a taxa de retorno sobre o investimento será reduzida de 12% para 9,5%, estimando-se que, como consequência, as receitas da CEM diminuam cerca de 100 milhões de patacas (nove milhões de euros) por ano.

Neste contexto, Franklin Willemyns prevê que os lucros da companhia sejam este ano inferiores aos alcançados em 2010.

«Temos hoje um nível de rentabilidade inferior ao de Hong Kong», salientou o responsável, sublinhando que «as pessoas às vezes esquecem que esta indústria é intensiva em capital».

O rápido desenvolvimento económico de Macau fez com que o consumo de energia registasse um aumento de 120 por cento nos últimos dez anos e, só em 2010, um crescimento de mais de quatro por cento.
Redação / CPS