A Peugeot lança em Março o modelo 508 para atacar um mercado dominado pelos alemães da Mercedes, BMW e Audi, numa altura em que as previsões de vendas em Portugal apontam para uma queda de 20%.

Durante o lançamento internacional do novo modelo, o director de comunicação da Peugeot Portugal disse à agência Lusa acreditar que 2011 «vai ser um ano extremamente concorrencial» e que pretende colocar o Peugeot 508 no top-3 do «ranking» de vendas do segmento M2/D, actualmente ocupado pelo Mercedes C, Audi A4 e BMW Serie 3.

Segundo Jorge Magalhães, estes objectivos «são realistas» e foram estabelecidos «tendo em conta a experiência histórica» da Peugeot no segmento, onde o antecessor 407 «foi o único modelo não alemão a liderar nos últimos oito anos, sempre com quotas entre os 12 e os 14%».

Preços do novo Peugeot 508 começam nos 27.750 euros

Para o director de comunicação da Peugeot, com o 508, «que traz milhentas evoluções face ao 407» há «uma aproximação muito grande ao segmento acima» e se as vendas ficarem em torno dos 2.000 carros significam «uma quota de mercado de cerca de 12%».

Os preços do novo Peugeot 508 começam nos 27.750 euros para versões a gasolina e nos 29.050 para as versões a gasóleo. Os carros vêm equipados com dois motores 1.6 a gasolina de 120 e 150 cavalos e quatro motores diesel de 112, 140 163 e 204 cavalos para um total de quatro níveis de equipamento.

Jorge Magalhães disse que, apesar de as entregas ainda terem reflectido encomendas feitas em Dezembro, o início de 2011 revelou «um dado positivo» pois continuou a haver «presença de clientes nos stands».

«Também é verdade que as marcas, e esse é o caso da Peugeot, têm campanhas muito interessantes para o cliente. Mas provavelmente só no final do primeiro semestre teremos uma noção de como será o resto do ano, até porque os primeiros semestres costumam ser mais fortes em termos de vendas de automóveis do que os segundos», afirmou.

Depois de 2009 ter sido o pior dos últimos 22 anos, o mercado português registou uma recuperação em 2010, mas agora enfrenta o desafio de factores como o aumento do IVA, o fim dos incentivos ao abate de viaturas em fim de vida e os cortes salariais.

Por isso, o director de comunicação da Peugeot Portugal afirma ser «muito difícil fazer previsões» para 2011, mas lembra que «o consenso da indústria em Portugal aponta para que o mercado de veículos ligeiros de passageiros seja em torno dos 215.000 carros em 2011 e isso significa uma queda de cerca de 20% face a 2010».
Redação / CPS