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O ministro das Finanças Vítor Gaspar ainda fala e o Parlamento já discute as novas medidas apresentadas durante a conferência de imprensa. O PS acusa o Governo de «retórica» em relação ao corte da despesa, enquanto o PSD pede aos socialistas para serem um «parceiro» na procura de soluções em vez de «fugirem» ao debate.

«A redução da despesa foi uma retórica para chumbar o PEC IV e realizar eleições. E a retórica continua», acusou o deputado socialista Pedro Nuno Santos, durante a sessão plenária desta tarde, referindo-se já às novas medidas apresentadas pelo ministro das Finanças.

«O que já fez este Governo? Aumentou os impostos. É isso que os portugueses sabem neste momento», disse, exemplificando com a sobretaxa aplicada sobre o subsídio de Natal.

Duarte Pachedo (PSD) acusou os socialistas de «pouca moral» para falar de aumento de impostos. «Se tinham as soluções todas prontas, é pena que durante seis anos não as tenham posto em prática».

Os sociais-democratas apelaram ao PS para ser «um parceiro da análise, do debate, da procura de soluções contra o corte de despesa», em vez de «fugir a esse debate».

Lembrando a taxa adicional de IRS e IRC para rendimentos mais elevados e empresas com lucros acima de 1,5 milhões de euros, apresentada por Vítor Gaspar esta tarde, Duarte Pacheco piscou o olho ao PS: «Na tributação de quem mais pode pagar, o PS vai ser nosso aliado nesse combate.»

O deputado socialista Pedro Nuno Santos não reagiu directamente ao convite, optando por recordar as medidas ontem propostas pelo seu secretário-geral António José Seguro, lançando a bola para o lado laranja. «O PSD tem agora a possibilidade de mostrar que aquilo que o PS diz é levado em consideração», avisou, desejando que as propostas sejam aceites.
Catarina Pereira