Os trabalhadores do Grupo CGD estão a aderir em massa à greve geral que se vive esta quarta-feira em Portugal.

O sindicato que representa os funcionários do Grupo diz que apesar das «notícias pouco claras, veiculadas ontem à noite, de que as Empresas Públicas poderão ter regime de excepção, passando a ser as respectivas Administrações a decidir as reduções de custo, que obrigatoriamente continuam a ter de fazer, os trabalhadores do Grupo CGD estão ainda mais determinados a assumir a greve, mostrando assim o seu protesto relativamente às medidas do Orçamento de Estado de 2011».

De acordo com o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), «a esmagadora maioria das agências não abriram, e as que abriram, fizeram-no em precárias condições de segurança e recorrendo a trabalhadores com vínculo precário e até mesmo a estagiários. Também os serviços centrais funcionaram de forma muito reduzida e essencialmente à base de trabalhadores em regime de outsourcing».

A estrutura sindical estima que 80% dos trabalhadores estejam a aderir à paralisação.

Os trabalhadores do Grupo esperam agora que «o Governo, os Partidos com representação parlamentar e a Administração da CGD - Empresa líder do Grupo - tirem as devidas ilações desta manifestação de repúdio e saibam corresponder às especificidades do Grupo Financeiro e Económico Público e à importância das suas sucessivas contribuições para o Orçamento de Estado».
Redação