A Seat pediu aos sindicatos uma poupança de custos equivalente ao salário de 340 trabalhadores não vinculados a tarefas de produção de veículos, revelaram fontes sindicais à agência Efe.

No mesmo dia que Seat comunicou que vai prescindir de 400 trabalhadores temporários na fábrica de Martorell (Barcelona) no sentido de ajustar a produção à quedas das vendas, a empresa também exigiu um corte de custos de âmbito administrativo para se adaptar à difícil conjuntura de mercado, escreve a Lusa.

A Seat, pertencente ao grupo Volkswagen, reclama uma poupança equivalente ao salário de 340 postos de trabalho não vinculados à produção de carros, pessoal administrativo fundamentalmente, o que afeta a este tipo de trabalhadores nas fábricas de Martorell e da Zona Franca de Barcelona, o Centro Técnico da Seat e os administrativos da Gearbox de El Prat.

O presidente do comité da Seat, o sindicalista Matías Carnero, explicou à Efe que a empresa adverte que, se não conseguir a poupança, terá que haver uma denúncia do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Matías Carnero vê a possibilidade de conseguir este corte, em que a empresa não quis precisar o montante, mediante a redução do número de horas trabalhadas.

O dirigente sindical assegurou que a administração está com vontade de dialogar, apesar da preocupação natural dos sindicatos.

En 2012, a Seat baixou as vendas até aos 321.000 veículos, menos 8,3% do que em 2011, em resultado da difícil situação do mercado europeu.
Redação