Aqui as regras são claras e ai de quem vá por caminhos menos próprios. No Skinbook, o primeiro Facebook só para nudistas, não vale colocar online imagens pornográficas nem fazer comentários indecentes.

Esta rede social é uma invenção do Reino Unido e tira partido dos pontos em comum entre os utilizadores para pô-los em contacto em perfis semelhantes aos do Facebook e onde os cibernautas podem trocar mensagens, participar em fóruns ou aderir a grupos. A única diferença é que quem entra no Skinbook tem de despir-se (literalmente) de preconceitos. A roupa é para ficar lá fora, no mundo real.

«Para os jovens, o nudismo está livre de política ou do activismo ¿ é puramente recreativo», defende o co-fundador da rede social, que já existe desde 2008, Karl Maddocks, citado pela revista «Time».

Quem não cumpre, passa a «verme»

Esta é, aliás, uma rede a pensar na malta nova. É que «a ideia de ir a um clube de nudismo vedado ou cheio de idosos, solteiros, de sandálias e meias, parece-me muito estranha e rebuscada». A média de idades dos utilizadores do Skinbook está entre os 35 e os 40 anos, mas a tendência é para baixar. Já as associações de nudistas normalmente conquistam pessoas com mais de 55 anos.

Outra espécie de Facebook, mas para vigiar «tiranos»

O Skinbook quer ser um local de encontro dos mais novos e inaugurar um conceito de nudismo alternativo, revitalizado e sem pudores. «Para os nudistas jovens, trata-se apenas de ir à praia, beber umas cervejas e serem apenas eles próprios entre pessoas com o mesmo espírito».

A rede social conta já com cerca de 9 mil utilizadores. A inscrição é gratuita, mas ao primeiro comportamento inadequado o utilizador é remetido à categoria «verme». É preciso respeitinho para ser um skinbooker.
Redação / VC