O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) definiram esta terça-feira como «completamente descredibilizadas e desprovidas de moral» as medidas de austeridade na TAP, no dia em que os trabalhadores da empresa souberam que vão ter cortes salariais em 2013.

«Todo o dinheiro que tem sido retirado aos trabalhadores da TAP ao abrigo das políticas de austeridade não pode ser encaminhado para o Orçamento de Estado e serve, exclusivamente, para continuar a alimentar as opções ruinosas da Administração da empresa, as quais estão reflectidas nos sucessivos prejuízos que se têm registado ao longo dos anos», acusa o SPAC em comunicado hoje divulgado, cita a Lusa.

Os trabalhadores da CGD e da TAP vão ficar sujeitos aos cortes salariais da função pública em 2013 devido a uma alteração prevista na proposta de Orçamento para o próximo ano que acaba com o regime de exceção em vigor.

«Os regimes de adaptações referidos não se aplicam em 2013», disse fonte oficial do Ministério das Finanças em relação à alteração feita à norma que permitia que os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da TAP não ficassem sujeitos ao corte médio de 5% para todos os trabalhadores da função pública e empresas maioritariamente públicas com salários brutos acima dos 1.500 euros.

Para o sindicato dos pilotos, a TAP «beneficiou» em 2011 de «cerca de 20 milhões de euros em vencimentos não pagos ao abrigo» de medidas da austeridade.

«Pedia-se, no mínimo, que este valor viesse reflectido em resultados positivos no final do ano nas contas do grupo. Ao contrário, a empresa apresenta 72 milhões de euros de prejuízo. Ou seja, além de o Governo não escrutinar as políticas da Comissão Executiva da TAP, ainda as subsidia com o que retira em salário aos trabalhadores ao abrigo da austeridade», diz o sindicato.
Redação / CPS