Na China, há jovens de 20 anos que passam o dia à frente do computador, por 120 euros por mês. O escritor norte-americano Julian Dibbel viajou até lá e encontrou uma séria de «agricultores do ouro», o nome dado aos viciados em jogos online que vendem itens virtuais em troca de dinheiro vivo.



O tráfico de ouro chegou, com força, ao mundo virtual. Este escritor acabou por pôr em prática o que aprendeu em território chinês para ganhar 3 mil euros mensais sem ter de trabalhar numa qualquer empresa. E com base nessa experiência, criou o documentário Playmoney que vai estrear este verão nos EUA, avança o jornal espanhol «El País».



O tráfico de ouro na Internet é uma indústria que já move 800 milhões de euros por ano, em todo o mundo. As estimativas de um informático da Universidade de Manchester apontam para que 10 dos 20 milhões de utilizadores de videojogos na Internet recorrem a este mercado negro.



Tudo em nome do poder, porque há itens virtuais que lhes permitem ser mais poderosos a jogar: ouro, armaduras e guarda-costas dão mais garantias de vitória nas perigosas missões virtuais.



Três euros chegam para comprar um quilo de ouro fictício. Só mesmo no universo imaginário da Internet que não deixa, mesmo assim, de proporcionar grandes fortunas para quem converte ouro fictício em dinheiro a sério. Apesar de ser ilegal.
Redação / VC