A Volkswagen (VW) quer produzir um carro pequeno e barato (até 8 mil euros) na China, para o mercado da República Popular da China.

O novo veículo constituiria a 11ª marca do grupo, depois da integração da Porsche. Até agora, o maior fabricante europeu de automóveis produz na China sob as insígnias Volkswagen, Audi e Skoda. A nova marca, para a qual o grupo ainda está à procura de nome, será fabricada em cooperação com alguns dos parceiros da VW no país.

«O Governo chinês pede há muito tempo uma marca nacional», confessou o responsável do grupo alemão na China, Karl Thomas Neumann, ao jornal alemão «Handelsblatt». O novo carro teria como alvo a crescente classe média chinesa de cidades menores que Xangai e Pequim, onde os salários são mais modestos.

A VW acredita que pode replicar na China o sucesso do Carocha no pós-guerra da Alemanha.

O administrador delegado da VW, Martin Winterkorn, apoia a ideia, mas esta ainda precisa da luz verde da administração.

Esta evolução no mercado chinês é imprescindível para que o grupo atinja os objectivos a que se propõe, como alcançar o rival e líder mundial, a Toyota, em 2018.

A Volkswagen comprometeu-se a investir na China 10.600 milhões de euros até 2015, o maior valor alguma vez investido no sector num só país.

O grupo dá já emprego a 45.000 trabalhadores na China e o número quase duplicará até 2018. No último exercício, a VW vendeu quase dois milhões de veículos no mercado chinês, um crescimento de 37%, o dobro do registado na Alemanha.

O mercado de automóveis chinês cresceu 32,4% nos últimos 12 meses, ultrapassando os 18 milhões de unidades vendidas, convertendo-se no maior mercado do mundo. Para este ano, o sector aponta para novo crescimento, de 10 a 15%.