O Estado arrecadou 35,9 mil milhões de euros em impostos entre janeiro e outubro, mais 1,7 mil milhões de euros do que em igual período do ano passado, segundo a síntese de execução orçamental divulgada esta quinta-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Até outubro de 2018, a receita fiscal líquida do subsetor Estado registou um aumento de 1.726,3 milhões de euros (+5%) face ao período homólogo, explicado maioritariamente pela variação da receita fiscal dos impostos diretos e IVA”, lê-se na síntese divulgada hoje pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

De acordo com o documento, os impostos diretos subiram 6,5% para cerca de 15,6 mil milhões de euros, impulsionados pelas receitas de IRS e IRC que aumentaram, respetivamente, 426,8 milhões de euros (+4,4%) e 505,5 milhões de euros (+11,1%).

Por sua vez, os impostos indiretos aumentaram 4% para 20,3 mil milhões de euros, sobretudo, devido à prestação do IVA (+619,3 milhões de euros), ao Imposto do Selo (+82,9 milhões de euros) e os restantes indiretos, “com exceção do Imposto sobre o Tabaco que decresce (-41,7 milhões de euros)”.

Já os reembolsos fiscais, em termos acumulados, registaram um aumento de 176,8 milhões de euros, o equivalente a uma subida de 2,1%.

Esta variação resulta, principalmente, da evolução dos reembolsos do IVA, que subiram 118,5 milhões de euros em comparação com o período homólogo.

Nos crescimentos destaca-se ainda os reembolsos do IRS, mais 44,1 milhões de euros, e do IRC, mais 24,3 milhões de euros.