Com um discurso centrado na recuperação económica e na crise "sem precedentes" que o mundo atravessa, o ministro das Finanças garantiu que o Governo está focado "em não deixar ninguém para trás", recusando "o caminho da austeridade".

Neste contexto, João Leão referiu que os quatro grandes desafios imediatos que o país enfrenta são: "enfrentar a pandemia, recuperar a economia, proteger o emprego e proteger o rendimento dos portugueses" e afirmou que o documento está construído em torno destas quatro grandes prioridades.

Este é um período de enorme responsabilidade para todos nós. O interesse de Portugal e dos portugueses estão à frente das disputas e dos interesses individuais de cada partido. Não podemos ter receio de enfrentar os momentos difíceis. Não é o momento de desistir, os portugueses não o entenderiam. Tal como em 2015, estamos prontos para, em conjunto, voltar a fazer o caminho de recuperação da economia e da melhoria de vida dos portugueses", declarou o ministro.

 

Já mostrámos que o conseguimos fazer. Neste momento difícil e de ansiedade, os portugueses esperam de nós um elevado sentido de responsabilidade e que nos voltemos a juntar para aplicar uma estratégia que tanto sucesso teve na saída da anterior crise. A aprovação deste orçamento é o primeiro grande passo dessa estratégia de recuperação e a recusa da alternativa da austeridade", prosseguiu.

Reiterando que se prevê uma recuperação da economia, João Leão destacou que "esta evolução das finanças públicas contribuirá para dar uma confiança aos portugueses mostrando que o país está no bom caminho e que segue uma trajetória segura e sustentável".

O ministro das Finanças reforça que este Orçamento não contém medidas de austeridade, ao contrário do que queria o PSD, que “defende que a austeridade é a única forma de combater a crise”.

Sobre o voto contra do partido, o ministro apenas disse: "É uma visão oposta à nossa, mas temos que respeitar".

Lara Ferin