O ministro de Estado e das Finanças considerou esta segunda-feira que a proposta de Orçamento não apresenta qualquer austeridade e "não acrescenta crise à crise", razão pela qual é difícil perceber como poderá não ser aprovada no parlamento.

João Leão falava aos jornalistas após ter entregado no parlamento a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021 e depois de ter estado reunido cerca de 15 minutos com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Perante os jornalistas, confrontado com o facto de a proposta do Governo, que será votada na generalidade no próximo dia 28 no parlamento, ainda não ter um princípio de acordo assegurado entre os parceiros parlamentares à esquerda do PS (Bloco de Esquerda, PCP e PEV), o titular da pasta das Finanças respondeu: "É difícil não perceber como é que este Orçamento, com abertura e disponibilidade negocial, não poderá ser aprovado", declarou.

Tendo ao seu lado, os secretários de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, e do Orçamento, Claudia Joaquim, o titular da pasta das Finanças optou por repetir a ideia de que o país se encontra perante "um Orçamento bom para Portugal e bom para os portugueses".

Coloca como prioridade dar meios financeiros e humanos para o combate à pandemia da covid-19. Aposta e tem como grande objetivo a recuperação da economia, a proteção do emprego e do rendimento dos portugueses. É um Orçamento sem austeridade", disse, aqui numa breve nota de caráter político.

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O ministro de Estado e das Finanças defendeu ainda que a proposta orçamental do executivo "não acrescenta crise à crise" no próximo ano.

Pelo contrário, o Orçamento aposta na recuperação rápida da economia e na continuação da melhoria do rendimento dos portugueses. Nesse sentido, é um Orçamento também responsável", sustentou.

Em relação a perguntas sobre exigências do Bloco de Esquerda e do PCP, João Leão insistiu nas ideias de que, da parte do Governo, haverá "abertura negocial e espírito de diálogo".

Estamos convencidos que este Orçamento será aprovado", acrescentou.

/ CE