O administrador-delegado da Pharol, Luís Palha da Silva, diz desconhecer o novo acionista High Bridge que adquiriu esta semana 6,17% do capital da empresa, acrescentando estar “a tentar conhecê-lo”.

“A High Bridge não é nosso conhecido e estamos a tentar conhecer”, disse Luís Palha da Silva, à saída das duas assembleias-gerais da Pharol, empresa portuguesa que detém cerca de 27% da operadora brasileira Oi, e que decorreram hoje em Lisboa.

A compra da High Bridge Unipessoal sucedeu à venda pelo BCP precisamente dos 6,17% que detinha no capital da Pharol, reduzindo a zero a sua participação nesta parte da antiga Portugal Telecom (PT SGPS) - o restante a PT Portugal foi parar às mãos dos franceses da Altice.

A posição do BCP tinha sido construída em agosto de 2015 no âmbito da execução de garantias dadas pela Ongoing em créditos que tinham sido concedidos pelo banco a quando da compra da posição da empresa de Nuno Vasconcelos na antiga Portugal Telecom.

Pharol acredita em acordo entre Oi e credores em setembro

Luís Palha da Silva disse ainda acreditar no calendário apontado pela comissão executiva da Oi para um acordo com credores em assembleia-geral a realizar-se setembro.

Acredito nos calendários que nos são definidos. Há grande vontade de afastar os problemas que possam surgir, para que esse acordo possa chegar tão rápido quanto possível”, disse 

Palha da Silva reforçou que de acordo com as informações do conselho de administração da Oi e dos responsáveis na condução do processo, “o mês de setembro é uma data possível”.