A Organização dos Países Produtores de Petróleo, alcançou o primeiro acordo em oito anos para reduzir a produção de petróleo. Pelas 17:00 (hora de Lisboa) a OPEP. confirmou o que disseram à Reuters e à Bloomnerg fontes da organização. Desde 2008, portanto, que tal consenso não era alcançado. A redução será de 1,2 milhões de barris por dia para um total de 32,5 milhões de barris, o limite proposto pela Argélia para a produção diária.

"Conseguimos alcançar um acordo", declarou o ministro da Energia do Qatar, Mohammed Saleh al-Sada, que preside à conferência da OPEP, após uma reunião dos 14 países do cartel em Viena.  São elesAngola, Argélia, Lívia, Nigéria, Gabão, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irão, Iraque, Kuwait, Qatar, Indonésia.

Ao mesmo tempo, a Rússia "comprometeu-se a reduzir em 300 mil barris" a sua produção. Trata-se metade da redução pedida aos países que não fazem parte da OPEP.

Este acordo para impor limites à produção do chamado ouro negro consiste um esforço para sustentar os preços, que caíram para menos da metade desde 2014 devido ao excesso de oferta.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, logo de manhã se tinha mostrado otimista quanto à possibilidade de tal acordo ser alcançado. A condição de Riade era avançar se o Irão congelasse a produção nos níveis pré-sanções.

Com a perspetiva de consenso à vista, os preços do petróleo dispararam 8% em Londres - o Brent é o petróleo que serve de referência para Portugal -, voltando a negociar no patamar dos 50 dólares por barril. A valorização foi de cerca de 7% em Nova Iorque para cerca de 49 dólares. Depois de anunciado o acordo, o disparo de preços foi mais ou menos o mesmo.

As ações da petrolífera brasileira Petrobras subiram quase 10% nas negociações, na sequência do acordo. Em Lisboa, a sessão terminou antes de a notícia ter sido oficial, mas a especulação pela positiva, antes, beneficiou as ações da Galp. Tiveram o melhor desempenho do PSI20, ao disparar 4,5% para 12,765€.

As bolsas também emitiram sinal verde logo desde a manhã. A Europa fechou toda ela positiva e Nova Iorque estava com o mesmo sentimento, à exceção do índice tecnológico Nasdaq. 

Até aqui, os conflitos entre a Arábia Saudita e o Irão têm dominado muitas reuniões da OPEP - organização que representa um terço da produção mundial de crude -, mas desta vez as negociações chegaram a bom porto.