Os serviços de comunicações receberam 12,4 mil reclamações em setembro, mais 30% do que no mesmo mês do ano passado, anunciou hoje a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom).

Em setembro de 2020, chegaram ao conhecimento da Anacom cerca de 12,4 mil reclamações sobre serviços de comunicações, mais 30% do que no mesmo mês do ano anterior”, indicou, em comunicado, esta autoridade.

O livro de reclamações eletrónico continuou a ser o meio mais utilizado (62%) com 7,4 mil reclamações e o que registou a maior subida em comparação com o mês anterior (9%).

Por sua vez, o atendimento da Anacom por telefone, ‘e-mail’ e correio foi o que mais avançou, no período em causa, em termos relativos (124%) face a setembro do ano anterior, representando 14% das reclamações.

Já o livro físico totalizou, pelo menos, 3,4 mil reclamações em setembro.

De acordo com os dados avançados pelo regulador das comunicações, o livro de reclamações eletrónico registou 5,6 mil reclamações sobre serviços de comunicações eletrónicas, ou seja, mais 71% do que em igual período do ano passado.

Todos os principais prestadores de serviços viram aumentar muito significativamente as suas reclamações face a igual período do ano anterior. A Meo foi o prestador mais reclamado (2,1 mil reclamações) e a NOS o que mais aumentou (144%)", apontou.

O cancelamento de serviços, a ligação inicial e a suspensão de serviços foram os assuntos reclamados que mais aumentaram, respetivamente, 87%, 84% e 11%, face ao período homólogo.

A gestão de contratos (24%), cancelamento de serviços (19%) e as avarias (15%), por seu turno, foram os assuntos mais reclamados no setor, no período de referência.

Por último, os serviços postais totalizaram 1,8 mil reclamações no livro eletrónico, o equivalente a uma progressão de 41% face a igual período do ano passado.

Os CTT foram o prestador mais reclamado, no setor postal, com 1,4 mil reclamações e o que registou um maior aumento (60%).

Conforme referiu a Anacom, o atraso na entrega continuou a ser o assunto mais reclamado (20%), enquanto as falhas na distribuição foram o assunto que mais subiu (83%) em comparação com setembro de 2019.

/ BC