O ministro das Finanças afirmou esta terça-feira que o cenário central traçado pelo Governo para 2022 já não inclui uma influência da pandemia de covid-19 na Economia. Na apresentação da proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, o governante diz que esse não é um caso que esteja em previsão.

Ainda assim, João Leão lembrou que Portugal é "o país do mundo mais avançado na vacinação", o que dá, segundo o governante, uma outra proteção face a possíveis variantes ou vagas.

Há uma ano atrás, muitos duvidavam que isso fosse possível. Isso é importante, porque, nesta fase, há uma diferença entre países da Europa ocidental de países do leste", acrescentou, falando em condições mais vulneráveis para a resposta sanitária desses países, ao passo que Portugal está "mais protegido".

Ainda assim, o governante lembra que existe sempre o risco do aparecimento de uma nova variante que possa ser mais resistente à vacinação, ainda que reafirme que "esse não é o cenário central que está a ser desenhado por Portugal".

Presumo que no próximo ano não terá de haver confinamentos duros como em 2020 e 2021. A pandemia não criará uma perturbação signficativa da atividade económica", explicou.

Questionado sobre se existem medidas previstas para ajudar as empresas a ultrapassarem um eventual cenário de pandemia, o ministro das Finanças voltou a referir que o Governo não conta que a pandemia afete a atividade económica em 2022.

Mas, caso seja necessário, João Leão garante que o Governo tem "um conjunto de instrumentos" que podem ser colocados ao dispor da sociedade.

O ministro lembrou então o ano de 2021, em que o Estado voltou a aplicar medidas de apoio durante a contração económica, afirmando que o mesmo vai acontecer caso seja necessário novamente.

Para o próximo ano, estamos disponíveis e estabelecemos o compromisso, que também está no Orçamento do Estado, que, caso a pandemia volte a condicionar a atividade económica, não hesitaremos em retomar todas as medidas de apoio que aplicámos este ano", garantiu, sublinhando sempre que esse é um cenário que não é antecipado pelo executivo.

António Guimarães