Com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) na ordem do dia, é também este o tema que está a marcar as "hostilidades" partidárias no último dia de debate do Orçamento do Estado para 2017, que culminará com a votação global.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, respondeu aos deputados das bancadas à direita para dizer que o CDS-PP foi o único partido que votou contra a capitalização. "É revelador daquilo que nunca quis: um processo de recapitalização bem sucedido", disse  Pedro Nuno Santos.

E continua com as críticas, destas vez voltando-se para o PSD. "Exercício de distração foi aquele em que o PSD envolveu o país nas últimas semanas", disse o secretário de Estado, insinuanado que o PSD não queria falar sobre o Orçamento. O mesmo governante atacou ainda a oposição com o fato do anterior Governo ter ido pedir a "Ricardo Salgado que salvasse o BES", recordando que a decisão era do Banco de Portugal mas o Executivo tinha uma palavra a dizer.

Para Pedro Santos, com o Governo de coligação "o sistema bancário não teve a resposta que devia ter tido e é isso que estamos a tentar fazer".

Na resposta o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, disse que a situação da CGD é "responsabilidade única do Governo" PS.

E na defesa do Governo saiu, novamente, a bloquista, Mariana Mortágua, para diz que que o PSD "é a favor da recapitalização da Caixa desde que não se coloque dinheiro público na Caixa. É a favor da recapitalização da Caixa desde que não seja agora. É a favor da recapitalização da Caixa desde que não seja assim. O PSD é a favor da recapitalização da Caixa desde que não haja recapitalização da Caixa".

O Parlamento deverá aprovar hoje, em votação final global, a proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017) com os votos favoráveis do PS, do PCP, do BE, do PEV e do PAN.

A proposta de OE2017 foi aprovada na generalidade a 4 de novembro com os votos favoráveis do PS, do Bloco de Esquerda (BE), do PCP e Partido Ecologista 'Os Verdes' (PEV), a abstenção do partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN) e com votos contra de PSD e CDS-PP.

Agora, na votação final global, a tendência de voto deverá ser semelhante, à exceção do PAN, que se juntou ao PS, PCP, BE e PEV e anunciou o voto favorável ao documento.

Redação / ALM