A UGT considerou hoje positiva a estratégia definida no Orçamento do Estado (OE) para 2017, mas defendeu que a proposta pode e deve evoluir no sentido da melhoria geral dos rendimentos dos portugueses.

A proposta de Orçamento do Estado para 2017, entregue pelo Governo na Assembleia da República, tal como sucedeu no ano passado, prossegue uma política que, sem esquecer as necessidades de consolidação orçamental, não descura a promoção do crescimento, a criação de emprego de qualidade, o combate ao desemprego e a implementação de políticas sociais", afirmou a UGT numa resolução.

O secretariado nacional da UGT reuniu-se hoje, analisou o OE para o próximo ano e aprovou por unanimidade uma resolução sobre a proposta do Governo.

No início de outubro, antes da entrega da proposta de Orçamento, o secretário-geral do sindicato, Carlos Silva, já tinha dito, em entrevista à TSF, que admitia que se encontrasse receitas fiscais através de impostos indiretos, por exemplo no tabaco, no álcool ou nas bebidas açucaradas, o que até iria de encontro às preocupações da Organização Mundial de Saúde.

Na ocasião, o líder sindical defendia também que o documento deveria trazer um alargamento dos escalões do IRS. O argumento? Nos últimos anos a classe média “tem vindo a pagar o custo da austeridade e o custo da crise em Portugal”, disse.

Redação / ALM com Lusa