Antes de receber os parceiros sociais que assinaram o acordo de concertação social, o primeiro-ministro, António Costa, esteve reunido com Arménio Carlos, da CGTP. Em seguida recebeu as confederações patronais e a central sindical UGT. No final, apenas Arménio Carlos falou, mas a TVI sabe que os patrões querem mais ajudas do Governo.

A CGTP considerou esta quarta-feira que a proposta do Governo para reduzir o Pagamento Especial por Conta (PEC) das pequenas e médias empresas, na sequência do chumbo da redução da TSU, "é uma solução para resolver um problema". 

"O primeiro-ministro, António Costa, transmitiu-nos uma única proposta, a redução do PEC para as pequenas e médias empresas, que não visa compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN), mas sim ir ao encontro das preocupações manifestadas por todos os partidos em responder às necessidades" dos pequenos médios empresários, disse à Lusa o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

A CGTP abandonou o palácio de São Bento pelas 19:40, mas o primeiro-ministro, António Costa, continuou reunido, por mais algumas horas, com as confederações patronais e com a central sindical UGT.

A reunião aconteceu após o PSD, o Bloco de Esquerda, o PCP e o PEV terem revogado no parlamento o decreto do Governo que previa uma descida temporária da TSU dos empregadores em 1,25 pontos percentuais como compensação pelo aumento do salário mínimo nacional para os 557 euros em 2017.

Patrões querem mais que redução do PEC

Entretanto, segundo informações recolhidas pela TVI, a redução do Pagamento Especial por Conta não deverá ser suficiente para os patrões como alternativa à TSU. Para aumentar o salário mínimo nacional eles querem mais.

Alem da redução do PEC, os patrões querem outras ajudas do Governo. Entre as propostas apresentadas estarão: a redução de custos de energia e de juros dos créditos, mais dinheiro para formação profissional e uma reestruturação do fundo de compensação, que permite indemnizações mais baixas em caso de despedimento.

Após o encontro com o primeiro-ministro, os representantes das empresas afirmaram, durante um programa sobre economia na SIC Notícias, que o chumbo da diminuição da Taxa Social Única criou perturbações na relação de confiança com o Governo, mas admitiram negociar um acordo de princípio com incidência no Pagamento Especial por Conta.

"Não é um novo acordo"

"Não é um novo acordo, mas apenas uma solução para resolver um problema", disse o dirigente sindical, Arménio Carlos, explicando que não conhece o conteúdo formal da proposta que será enviada aos parceiros posteriormente.

Só nessa altura a CGTP se vai pronunciar sobre esta medida, mas disse à Lusa que "ela não se compara com a descida da TSU".

"Nós nunca aceitámos a redução da TSU e só ao fim de três anos conseguimos que ela caísse, valeu a pena resistir", acrescentou Arménio carlos.

Redação / PP (atualizada às 00:40)