A Docapesca investiu cerca de 50.000 euros para instalar uma central fotovoltaica na lota de Vila Real de Santo António, tornando-a na primeira do país equipada com esta energia solar, anunciou a empresa que gere os portos portugueses.

Este equipamento fotovoltaico “é o primeiro instalado em portos de pesca a nível nacional”, dispõe de “100 módulos com uma potência unitária de 310 Wp” e permite “cobrir cerca de 30% dos consumos da lota” de Vila Real de Santo António, estimou a Docapesca num comunicado.

A mesma fonte anunciou também que já fez o lançamento de “um procedimento para reabilitação da rede de iluminação pública do porto de pesca de Vila Real de Santo António com luminária LED” (sigla em inglês para “Light-Emitting Diod”, em português Díodo Emissor de Luz), com um valor base previsto de 21.705 euros.

Questionada pela agência Lusa sobre os prazos para instalar energia solar noutros portos e lotas do país, a Docapesca adiantou que está “prevista, durante o ano de 2021, a implementação de soluções fotovoltaicas em mais quatro portos” do país, três dos quais também no distrito de Faro (Lagoa, Lagos e Olhão) e o outro no distrito de Leiria (Nazaré).

A Docapesca precisou que, no porto de pesca do rio Arade, em Lagoa, o projeto “encontra-se em fase de concurso”, com um “preço base de 146.500 euros”, e vai conseguir gerar “uma poupança na ordem de 85% dos consumos gerais da lota”.

Quanto ao porto de pesca de Lagos, também no Algarve, a instalação de energia solar fotovoltaica está numa “fase de elaboração do projeto de execução”, não havendo ainda dados disponíveis sobre a poupança de consumo que permitirá alcançar nem sobre o investimento necessário, referiu a empresa.

Já nos portos de Olhão, ainda no distrito de Faro, e de Nazaré, em Leiria, a Docapesca está ainda na fase de elaboração dos anteprojetos, acrescentou a mesma fonte à Lusa.

Com estas intervenções, a Docapesca pretende melhorar a eficiência energética nos portos de pesca, contribuindo assim para a sustentabilidade ambiental, económica e social deste setor de atividade”, justificou a empresa, que gere 22 lotas e 37 portos do território português continental, no comunicado.

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