A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) disse esta sexta-feira que os novos apoios ao emprego e economia apresentados pelo Governo são “positivos” e pediu que cheguem “rapidamente às empresas”, de acordo com um comunicado.

Na mesma nota, a CTP considera “positivos os novos apoios ao emprego e à economia apresentados pelo Governo no âmbito do plano de desconfinamento e entende que as novas medidas vão ao encontro das suas reivindicações e das atuais circunstâncias da crise”.

A entidade destaca, entre as várias medidas, “a prorrogação do Apoio à Retoma Progressiva até setembro de 2021 e constituição de um apoio contributivo adicional para Turismo; o alargamento do 'lay-off' simplificado; o apoio simplificado às microempresas; o apoio à contratação nos termos do Ativar.pt e o alargamento dos programas Apoiar Rendas e Apoiar + Simples”.

Além disso, recorda a CTP, “acrescem ainda a linha de crédito para o Turismo no montante de 300 milhões de euros, acessível às empresas de média e grande dimensão com quebras de faturação superiores a 25%, bem como a prorrogação por 9 meses dos períodos de carência das linhas de crédito com garantia de Estado”.

Citado no mesmo comunicado, o presidente da confederação, Francisco Calheiros, referiu que “os novos apoios apresentados refletem as reivindicações" que a CTP "tem vindo a fazer em sede de Concertação Social e nos sucessivos diálogos” que tem mantido com o Governo.

O responsável lembrou que “o plano de desconfinamento mantém diversas restrições, que continuam a dificultar a atividade das empresas. Estas novas medidas poderão contribuir para minimizar o impacto das limitações ainda existentes”.

Apelamos ao Governo para que estes novos apoios cheguem rapidamente às empresas, que os entraves legislativos e procedimentais sejam rapidamente ultrapassados, para que estas possam manter a sua atividade e fazer face às inúmeras limitações com que ainda se deparam e vão continuar a deparar", rematou o presidente da CTP.

As novas medidas de apoio à economia lançadas pelo Governo estão avaliadas em mais de 7.000 milhões de euros, dos quais 1.160 milhões de euros a fundo perdido, anunciou hoje o ministro da Economia e da Transição Digital.

"No seu conjunto, estas medidas correspondem a mais de 7.000 milhões de euros, dos quais 1.160 milhões de euros são apoios a fundo perdido, dirigidos às empresas", afirmou Pedro Siza Vieira, salientando que "a isto acrescem também apoios importantes nos setores do desporto e da cultura".

/ MJC