O Santander Totta reduziu 111 trabalhadores e fechou 40 agências nos primeiros nove meses deste ano, de acordo os resultado apresentados nesta quarta-feira.

Em comunicado, o banco indica que em setembro tinha 6.077 funcionários em Portugal. Este valor significa menos 111 face aos existentes em dezembro passado (as contas de 2019 indicavam 6.188 trabalhadores no final desse ano).

Quanto à rede comercial, o Santander Totta tinha 465 agências em setembro, neste caso menos 40 do que as 505 de final de 2019.

Já comparando com setembro de 2019, a redução de trabalhadores é de 194 e as agências encerradas são 46.

O Santander Totta (detido pelo grupo espanhol Santander) está num processo de redução de trabalhadores, tendo nas últimas semanas proposto a funcionários (em reuniões individuais) rescisões de contrato por mútuo acordo.

Os trabalhadores que saírem recebem indemnização, mas não terão acesso a subsídio de desemprego.

O banco não avança, contudo, quantos funcionários quer reduzir.

Há duas semanas, após um plenário de trabalhadores do Santander Totta, o presidente do Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários, Paulo Marcos, disse à Lusa que o banco também não deu informação concreta ao sindicato, mas que pelo que vão sabendo junto dos trabalhadores se tratam de “dezenas e dezenas” de funcionários contactados nesta fase.

Segundo informações obtidas pela Lusa junto de fontes sindicais, até final do ano haverá uma primeira fase de saídas de trabalhadores do Santander Totta, mas o processo irá continuar em 2021.

A redução da estrutura no setor bancário tem vindo a acontecer nos últimos anos e vai continuar nos próximos meses e anos.

No final de julho, a agência de ‘rating’ Fitch considerava que, face à nova ameaça para o setor bancário português que representa a crise da covid-19, uma das medidas que os bancos tomarão será novas reestruturações.

O presidente executivo do grupo Santander, José António Álvarez, disse a semana passada que o grupo bancário tem a intenção de realizar cortes em postos de trabalho em Espanha, Portugal, Reino Unido e Polónia, como parte do plano para poupar mais mil milhões de euros na Europa.

O grupo bancário Santander obteve lucros de 3.658 milhões de euros líquidos nos primeiros nove meses do ano, uma diminuição de 40,8% em relação a período homólogo de 2019, explicada pelas provisões para fazer face ao impacto da pandemia de covid-19.

Queda de 35% nos lucros

O lucro do Santander em Portugal caiu 35% para 254,5 milhões de euros, entre janeiro e setembro, face ao ano anterior, penalizado pela pandemia, divulgou, ainda, o banco em comunicado.

Os resultados dos primeiros nove meses do ano registaram um decréscimo derivado do impacto que a pandemia covid-19 está a ter na nossa atividade, apesar de termos sentido uma melhoria quando comparamos o terceiro trimestre com o anterior”, justifica o presidente executivo do banco, Pedro Castro e Almeida citado na nota.

Pela positiva, o Santander realça a evolução dos depósitos, do crédito e da base de clientes.

/ CE