A UGT reivindicou esta sexta-feira que os trabalhadores também devem beneficiar do alargamento dos prazos das moratórias, concretamente no crédito à habitação, porque estão a passar por dificuldades que ameaçam a sobrevivência das suas famílias.

A reivindicação faz parte de um conjunto de exigências expressas na resolução aprovada na reunião do Secretariado Nacional da UGT.

Não é aceitável que o Governo prorrogue os prazos dos créditos para as empresas e abandone os trabalhadores, nomeadamente no crédito à habitação, à relação unilateral com a entidade credora", afirmou no documento.

A UGT pediu ao Governo que "não descarte por completo a análise deste assunto", porque se trata de "um potencial colapso social na vida de milhares de famílias".

O Secretariado Nacional da UGT defendeu que, no respeito pelo princípio da justiça social e da equidade, os apoios concedidos à empresas nesta área se estendam também aos trabalhadores, "porque se as empresas são responsáveis pela manutenção do emprego, não é menos verdade que os trabalhadores são, na sua grande maioria, os responsáveis pelo sustento e sobrevivência digna das suas famílias".

Há que evitar, a todo o custo, que a crise pandémica e económica possa ser argumento para criar uma crise social de contornos imponderáveis", considerou.

A central sindical salientou que não existe tratamento igual do Governo para com as empresas e os trabalhadores, dado que há intervenção do Estado no prolongamento dos prazos de pagamento dos créditos por parte das empresas, mas não acontece o mesmo em relação aos trabalhadores e às famílias, que se arriscam a perder a habitação própria, com o fim das moratórias em 31 de março.

A UGT lembrou que o Governo está a utilizar a Taxa Social Única (TSU) e a prorrogação dos prazos das moratórias como fator de ajustamento económico, no apoio às empresas.

Por isso, o secretariado nacional da central sindical reivindicou que os trabalhadores também devem beneficiar de algum tipo de isenção, redução ou suspensão temporária do pagamento da TSU, porque muitos deles também sofreram cortes nos seus rendimentos.

/ JGR