Os trabalhadores do centro de distribuição dos CTT em Rio Maior, no distrito de Santarém, iniciaram esta segunda-feira uma greve de cinco dias, reivindicando a contratação urgente de mais pessoas para poder fazer face “à má qualidade de serviço”.

Em declarações à agência Lusa, Dina Serrenho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT), revelou que a situação se arrasta há mais de um ano, salientando que é necessário cumprir a entrega de correspondência com qualidade.

Neste momento, estamos com menos sete trabalhadores, precisamos urgentemente deles para que os padrões de qualidade possam ser cumpridos junto da população”, realçou, referindo que “a empresa tem andado a fazer ouvidos moucos e não resolve” o problema.

O centro de distribuição dos CTT – Correios de Portugal em Rio Maior tem 15 trabalhadores e a paralisação decorre até ao dia 10, para “chamar a atenção” para a qualidade do serviço, que “está a ser muito má”, segundo Dina Serrenho.

É a gota de água, porque nem sequer para substituição de férias vai haver contratados. Isto é inadmissível”, disse a dirigente, lembrando que este ano já foram realizados quatro plenários, em que saíram quatro resoluções a pedir mais contratações.

O sindicato alertou ainda para a convocação de quatro trabalhadores para assegurar serviços mínimos através de SMS (mensagem de telemóvel), acusando a empresa de pressão.

Não percebemos o porquê desta pressão, não percebemos o porquê de, num domingo à tarde, os trabalhadores serem pressionados, através de SMS, para virem trabalhar”, acusou, indicando que “os serviços mínimos decretados não estão a ser cumpridos”, porque o serviço está a entregar exclusivamente ‘express mail’ (correio expresso) e não “vales e registos de organismos oficiais”.

Numa resposta enviada à agência Lusa, os CTT revelaram que têm conhecimento da greve e que vão procurar assegurar a entrega do correio prioritário e a qualidade do tráfego de encomendas expresso.

Os CTT admitem que podem existir alguns constrangimentos no que diz respeito à distribuição e tudo farão, como sempre fazem, para minimizar o impacto nos clientes”, pode ler-se na nota, sublinhando que os Correios “respeitam o direito à greve dos trabalhadores da empresa”.

Hoje de manhã, pelas 10:00, os trabalhadores do centro de distribuição dos CTT de Rio Maior reuniram-se com o presidente do município, Luís Filipe Dias (Coligação Juntos pelo Futuro – PPD/PSD e CDS-PP), que ficou de dialogar com a administração dos CTT.

Explicámos ao senhor presidente os nossos problemas, as nossas preocupações, o que é que nos levava a fazer esta greve… Inteirou-se da situação e ficou de chegar à administração da empresa a preocupação, também da câmara, relativamente à má qualidade de serviço que está a ser prestado aos munícipes”, disse Dina Serrenho.