Esta terça-feira, é dia do trabalhador e vão sair à rua as tradicionais manifestações do 1º de Maio. Mas o mês será marcado por protestos em vários setores. Médicos, profissionais da saúde e funcionários das escolas são alguns dos setores com protestos marcados

 

30 de abril a 5 de maio - Trabalhadores da inspeção sanitária

Trabalhadores da inspeção sanitária da Direção-geral de Alimentação e Veterinária começam, esta segunda-feira, uma greve de seis dias pela melhoria das suas condições de trabalho e pela criação de uma carreira especial.

Estes trabalhadores, médicos veterinários e auxiliares de inspeção, exercem as suas funções nomeadamente nos matadouros licenciados, para garantir que não entram no mercado alimentos que não são seguros.

De acordo com um comunicado da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, estes trabalhadores exigem a criação de uma carreira de inspeção sanitária, uma reivindicação que “os sucessivos governos têm ignorado”.

 

2 e 3 de maio - Trabalhadores do setor público da Saúde

Todos os trabalhadores do setor público da Saúde, menos os médicos e os enfermeiros, vão estar em greve nos dias 2 e 3 de maio, segundo um pré-aviso entregue pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap).

De acordo com o pré-aviso, estão abrangidos os trabalhadores dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como os hospitais, que “sentem forte indignação pela degradação crescente das suas condições de trabalho”.

Os trabalhadores, segundo o documento, reivindicam a aplicação do horário de trabalho de 35 horas semanais, progressão de carreira, dignificação das carreiras da área da saúde, reforço de recursos humanos, pagamento de horas de trabalho extraordinário, e a aplicação do subsistema de saúde ADSE (para funcionários públicos) a todos os trabalhadores.

E querem ainda “a celebração de acordo coletivo de trabalho para os trabalhadores do contrato individual de trabalho, de forma a conferir-lhes um regime de carreira, em condições de igualdade com os colegas”.

 

4 de maio -  Funcionários das escolas 

Os funcionários das escolas têm greve marcada para a próxima sexta-feira. Os trabalhadores não docentes contestam a "insuficiência, a precariedade e a falta de reconhecimento" destes trabalhadores.

O pré-aviso de greve foi entregue pela Federação Nacional de Educação (FNE) e pela Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP). No pré-aviso da FNE e da FESAP lê-se que "a precariedade e insuficiência continuam a ser características que se associam às escolas quando se fala em trabalhadores não docentes" e que "as necessidades permanentes das escolas continuam a ser asseguradas pelo recurso a trabalhadores sem vínculo e a tempo parcial, para os quais não se vislumbra qualquer perspetiva de vinculação".

A paralisação pode fechar muitas escolas, já que estas só podem abrir portas, se tiverem um número mínimo de funcionários não docentes a trabalhar.

 

8 a 10 de maio - Médicos

Os médicos têm paralisação marcada para 8, 9 e 10 de Maio. Uma greve promovida pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e Sindicato Independente dos Médicos (SIM). Em causa a degradação do Serviço Nacional de Saúde e das condições de trabalho dos médicos