Para além de muitas vezes o estacionamento em Lisboa ser uma dor de cabeça, há outro problema acrescido: é caro, sobretudo nas zonas amarela e vermelha. Mas há uma boa notícia para quem tem de ir todos os dias ou com frequência há capital: parques de estacionamento low cost.

Chamam-se parques dissuasores e, como o nome deixa pressupor, o objetivo é evitar a entrada de automóveis no centro da cidade (todos os dias, entram e saem cerca de 400 mil veículos na capital) e, ao mesmo tempo, promover a utilização dos transportes públicos.

O custo diário ainda não está fechado, mas o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, indicou que "para quem possua o passe Navegante terá um valor simbólico ou será mesmo gratuito". Poderemos estar a falar de valores a rondar os 50 cêntimos por dia. Feitas as contas, 11 euros por mês, centrando-nos nos 22 dias úteis habituais.

O primeiro parque da rede de estacionamentos dissuasores da Câmara de Lisboa será na Ameixoeira, com 500 lugares. Vai abrir já "para o mês que vem", em junho, disse ao jornal Público o presidente da EMEL, Luís Natal Marques.

Para além deste parque, há outro em fase de concurso, que deverá demorar um pouco mais a abrir. Ficará na Rua Manuel Gouveia, junto ao Areeiro, e terá 300 lugares disponíveis.

A ideia é também que a rede seja alargada ao futuro parque de apoio à feira popular, na Pontinha, com 2.000 lugares.

Há ainda outro terreno em vista, no Parque das Nações. A EMEL tem estado a contactar os proprietários dos terrenos para esse fim. Um dos contactos em curso é com a Administração do Porto de Lisboa, sobre um terreno em Pedrouços, apto para 150 lugares de estacionamento.

Depois, há já acordo para que o parque de estacionamento do Pingo Doce na Bela Vista venha a ser um parque dissuasor. A EMEL admite que os parques dos estádios de Alvalade e da Luz venham igualmente a integrar a rede.

 

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