O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira que o nível de poupança que o Estado vai fazer este ano é exatamente aquela que é necessária para cumprir o objetivo do défice de 5,5%.

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«O nível de poupança, de despesa que não é efetuada em termos públicos, é exatamente aquela que é necessária para que o nosso objetivo do défice seja atingido, mesmo assim nós sabemos que há riscos», afirmou à margem de uma visita a Vila Pouca de Aguiar, escreve a Lusa.

É que, segundo alertou, a economia não é uma «ciência pura e certa».

«Nós partimos de determinados pressupostos, com isso traçamos um quadro de previsões e depois todos os dias trabalhamos para que, se as previsões não forem as mais entusiasmantes, para que elas não se verifiquem, e se elas traduzirem em objetivos que forem mobilizadores se concretizem», salientou.

Hoje o Estado, segundo Passos Coelho, tem que fazer um esforço maior.

«Porque dada a situação que nós vivemos, que em Portugal ou na Europa, com as nossas exportações a não terem um comportamento tão forte quanto aquele que poderíamos ter se a Europa não estivesse em recessão, as nossas receitas fiscais são menores e para podermos pagar a despesa do Estado essa despesa tem de encolher», referiu ainda.

«Não faz sentido que os portugueses façam tantos sacríficos e paguem tantos impostos e depois que o Estado não dê o exemplo e não possa conter a sua despesa», afirmou.

«Não há mais austeridade do que aquela que é requerida», garantiu.
Redação / LF