O primeiro-ministro disse esta sexta-feira que o Governo está a fazer tudo ao seu alcance para que as piores estimativas de desemprego não se concretizem e para que, até ao final do ano, se verifique uma inversão na tendência.

Pedro Passos Coelho comentou esta tarde, no decorrer de uma visita ao parque termal de Pedras Salgadas, Vila Pouca de Aguiar, os números sobre o novo recorde histórico na taxa de desemprego, que atingiu os 17,8%.

«Não há nestes números infelizmente nenhuma novidade. No cenário macro económico, que acertamos em finais de março e foi confirmado em maio com os parceiros internacionais, deixamos de lado a possibilidade de haver um recuo do desemprego», referiu, citado pela Lusa.

Pelo contrário, as previsões são para um aumento ao longo do ano.

Segundo explicou, «a média final deverá andar pelos 18,2%, se se confirmarem as nossas estimativas, o que significa que, se ainda está em 17,8%, ainda vai aumentar acima de 18,2% para chegar ao final do não numa média mais baixa».

«Estamos à procura de fazer tudo o que está ao nosso alcance para que as nossas piores estimativas se não concretizem, antes pelo contrário, para que até ao final do ano nós tenhamos a possibilidade de termos uma inversão desta tendência», sublinhou.

E, para Passos Coelho, há já sinais positivos.

«Nós verificámos que os empréstimos às empresas do setor não financeiro têm vindo a melhorar, muito devagarinho, mas têm vindo a melhorar, e que as taxas de juro que são aplicadas nestes novos empréstimos têm vindo a baixar, também devagarinho», frisou.

Por isso, à medida que os custos de financiamento possam baixar, o primeiro-ministro diz que fica com «razões para acreditar que a tendência que durante dois anos foi predominantemente a de encarecer o financiamento, finalmente está ultrapassada».

«E estamos já numa fase em que o custo do financiamento irá baixar».

«Esperamos que baixe a um rimo mais intenso», salientou.
Redação