Recusando-se a revelar o teor de uma «conversa privada» que manteve esta quinta-feira com Angela Merkel, durante a cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), onde ambos pertencem, mas reconheceu discordar da chanceler quando esta lamentou o chumbo do PEC 4, que considerava as medidas ajustadas e ambiciosas.

«Não é a nossa opinião (PSD) e não é minha opinião. De resto, tive oportunidade de falar com a senhora Merkel e de lhe transmitir justamente esse ponto de vista», disse Passos Coelho citado pela Lusa.

O presidente do PSD disse, em Bruxelas, que mantém a esperança de que Portugal não precise de recorrer à ajuda externa, mas defendeu que o actual Governo «não tem condições» para desenhar a estratégia que evite essa eventualidade.

«Eu espero sinceramente que Portugal não precise de recorrer à ajuda externa», disse Passos Coelho à entrada de um jantar/debate com militantes do PSD na capital belga.

O líder social-democrata desejou que Portugal possa «desenhar um programa mais robusto», mas não acredita que o actual Governo «tenha condições para o fazer».

«Se alguma circunstância mais drástica obrigar a alguma intervenção isso terá de ser analisado com muita atenção».

Passos Coelho sublinhou que o mais importante para os mercados é o líder do maior partido da oposição, ele próprio, passar a mensagem que o PSD está «verdadeiramente empenhado em garantir uma solução mais forte» que conduza a uma solução para os problemas do país «sem recurso a medidas externas drásticas e sem contabilidades criativas».
Redação / RL