"Tenho a certeza de que a generalidade das pessoas em Portugal percebe hoje que o preço que todos pagámos para reequilibrar o barco foi muito elevado", afirmou, durante a cerimónia de inauguração da queijaria Sabores do Dão, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda.


"Independentemente das preferências partidárias que existam, as pessoas, de um modo geral, sabem que é muito importante poder preservar a nossa autonomia, não andar aos trambolhões sem saber se precisamos de aumentar impostos ou cortar mais daqui ou dacolá, porque não há dinheiro que chegue", afirmou.


"As mudanças que tivemos de fazer, umas eram desejadas, outras foram forçadas pelas circunstâncias, pelos acontecimentos. Mas que as transformações que temos de fazer para futuro sejam não para lidar com dificuldades extremas como aquelas por que passámos, mas para poder ampliar as nossas perspetivas de futuro", afirmou.


"Já se começa a sentir que há uma confiança crescente com o futuro. A economia está a crescer e não cresce por acaso", frisou, admitindo que, no entanto, ainda há "muitas pessoas ainda não têm emprego e que não viram melhorada a sua situação".


"Há coisas que mexem em quase todo o lado no país e que nos dão a esperança de poder vir a ter nos próximos anos uma perspetiva mais animadora do que aquela que tivemos nos anos precedentes", considerou.


"Os ricos não são ricos a esbanjar dinheiro. Para poder acrescentar valor, nós temos de dar valor a tudo o que fazemos. E então quem tem pouco, tem mesmo de dar valor ao pouco que tem", sublinhou.


"Conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos", afirmou.


Redação / DC