“Lembro-me como era: isto não era um sítio onde as pessoas tinham a certeza de que faziam parte (da Europa), era um sítio onde as pessoas não tinham a certeza que era democrático. Acabou por ser e isso é maravilhoso e houve progresso económico”, recordou.

No entanto, Krugman sublinhou que os problemas da economia portuguesa não estão todos resolvidos: “Agora está numa situação muito difícil, o desemprego é muito elevado e seria ainda mais elevado se as pessoas não estivessem a sair, ainda é uma economia fraca”.


A importância de uma união bancária


“Em primeiro lugar, uma coisa que é absolutamente óbvia que tem de ser feita - e era insano não o fazer - é uma verdadeira união bancária”, afirmou o prémio Nobel.

Para Krugman, “a ideia de que a responsabilidade de apoiar os bancos em tempos difíceis deve ser de nível nacional é basicamente maluca e é impor um risco constante”.


“Foi muito regional, não foi um problema nacional: 80% das perdas foram num só Estado, no Estado do Texas. Mas o Texas não teve de pagar por isso, o orçamento nacional é que pagou”, recordou Krugman.