Dia 1 de Paulo Macedo à frente da Caixa Geral de Depósitos. Dia 1 também para os trabalhadores do banco público que conhecem a sua nova administração. O novo presidente e o chairman, Rui Vilar, desde logo enviaram uma carta aos trabalhadores com algumas mensagens para este novo capítulo que se abre, com a CGD a viver um período conturbado, depois de várias administrações num só ano. 

Escrevem, preto no branco, sem rodeios, a "grande responsabilidade" que têm pela frente. 

Se falharmos, dificilmente nos será dada outra oportunidade equivalente".

Tal como lembram que "o país está a realizar um investimento elevado na Caixa, numa época de recursos mais escassos, e exigirá justamente que o mesmo seja bem aplicado".

Apesar da exigência, Paulo Macedo e Rui Vilar encaram o processo com otimismo q.b. já que falam em "oportunidade". "A capitalização e restruturação da Caixa é uma grande oportunidade que nos é dada – a todos – de colaborar nesse processo de relançamento da instituição, como uma referência no financiamento da economia nacional", fazem notar, na missiva que é citada pelo Negócios e pelo Público.

"Executar, agir, trabalhar"

A carta começa com palavras de incentivo para "todos os colaboradores, no sentido de expressar a ambição e a determinação na principal tarefa a que nos propomos: construir convosco o futuro de uma Caixa Geral de Depósitos sólida, rentável geradora de confiança para as empresas e as famílias".

Uma ambição "elevada", que requer "um grande envolvimento de todos". Tudo para atingir "os objetivos propostos de melhor eficiência, menos risco e maior rentabilidade".

Para isso, é preciso "executar, agir, trabalhar". "E de focarmos toda a energia na concretização da recapitalização e reestruturação da nossa instituição, mas também na melhoria dos serviços aos nossos clientes e na criação de valor, permitindo-nos encarar o futuro com optimismo e confiança".

Os administradores fazem questão de lembrar que a Caixa "é um banco líder no panorama bancário português, com uma marca forte e uma grande equipa". Porém, à semelhança do que acontece com outros bancos, atravessa "um período desafiante e tem que se ajustar e reposicionar rapidamente para fazer face às novas tendências de evolução do negócio bancário na Europa".

Paulo Macedo e Rui Vilar expressam a sua "firme convicção de que todos, em conjunto", saberão "dar uma resposta efectiva" norteando esforços e dedicação "sem limites ou hesitações".

E terminam: "Cada um de nós saberá honrar o passado da CGD, contribuindo de forma determinante, para o cumprimento da sua missão e dos objectivos fundamentais que o futuro nos exige".

Veja também: