Avisou logo que não queria fazer nenhuma declaração e que ficou "satisfeito" com o convite - não para liderar a Caixa Geral de Depósitos, mas para a conferência onde interveio. Paulo Macedo tentou esquivar-se às perguntas dos jornalistas, mas depois, num outro momento, lá aceitou responder.

Primeiro, e em andamento, disse apenas que está "a trabalhar": "Como sabem é processo que é complexo e há objetivo de constituir uma equipa que a fazer isso". Ainda choveram uma série de perguntas sobre o número de elementos da administração, sobre quando começa a trabalhar e se está confortável com plano desenhado. "Não vou dizer mais nada, obrigado".

Porém, minutos depois, lá aceitou responder, parado em frente às câmaras, mas para pôr um ponto final em especulações. 

A única coisa que, percebendo a questão noticiosa, a curiosidade e o interesse o que há a dizer é: está-se a trabalhar, quando houver questões claras, definitivas e concretas comunica-se tal como fez o ministério das Finanças sobre o convite que me endereçou e a Rui Vilar".

Até lá, avisou, "não vale a pena alimentar nomes ou curiosidades". E explicou porquê: "A Caixa precisa de desenvolver o seu trabalho e pôr em prática plano de reestruturação e recapitalização". Foram estas as primeiras palavras do novo presidente executivo do banco público. Pode dizer-se que quase arrancadas à força.  

Apesar de a administração de António Domingues só ter aguentado três meses à frente da Caixa Geral de Depósitos, o Presidente da República desdramatiza essa questão e e diz que "a transição está a correr muito bem", vendo três vantagens nesta nova fase.

Vanessa Cruz