O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse esta segunda-feira no Luxemburgo que o Orçamento de Estado para 2012 é essencial para reforçar a confiança em Portugal.

Falando à margem de uma reunião de chefes de diplomacia europeus, que abandonou mais cedo para participar num Conselho de Ministros extraordinário, consagrado ao Orçamento de Estado para 2012, Paulo Portas escusou-se a aprofundar o assunto, alegando que nunca fala de «matérias que estão em conselho de ministros ainda em discussão, antes da sua aprovação».

Escusando-se por isso a comentar as perspectivas orçamentais para o seu ministério no próximo ano, Paulo Portas, questionado sobre se o documento é essencial para reforçar a confiança dos parceiros europeus e dos mercados, respondeu que «sim», sem se alongar em mais comentários.

Apenas quando questionado sobre a necessidade de Portugal, através do seu Orçamento de Estado para o próximo ano, conquistar confiança e assim «descolar» da Grécia e aproximar-se mais da Irlanda, o outro país com um plano de ajuda em curso e que tem merecido elogios, o ministro fez questão de frisar que hoje, ao contrário do que acontecia há três meses, Portugal é associado à Irlanda, e não à Grécia.
Redação / LF