Entre Governo e o acionista maioritário da Groundforce, Alfredo Casimiro, o clima azedou de vez. O ministro da tutela, Pedro Nuno Santos, apresentou uma queixa-crime contra o empresário por alegadamente ter gravado e divulgado um excerto de umas das reuniões entre os dois.

Entretanto, o Governo continua a analisar a situação da empresa. Para já, todos os cenários estão em cima da mesa, incluindo a insolvência ou a nacionalização.

Para os trabalhadores, esta seria a melhor solução e foi isso mesmo que exigiram na manifestação desta manhã, com várias centenas de pessoas, em frente à residência oficial do primeiro-ministro.

Os trabalhadores da Groundforce prometem manifestações diária até que haja uma solução que garanta os 2.400 empregos e o pagamento dos salários.

A nacionalização é o cenário favorito dos trabalhadores, mas, para o Governo, é a última hipótese.

A acontecer, teria de ser temporária, já que, por razões de concorrência, a TAP não pode ser acionista maioritária numa empresa de handling. Seria preciso encontrar rapidamente um parceiro privado, interessado em ficar com a maioria do capital.

Outra solução seria ser o próprio acionista maioritário, Alfredo Casimiro, a vender a sua posição, um cenário difícil quando essa posição foi já dada como garantia em empréstimos bancários contraídos junto do Novo Banco e do Montepio. O penhor ascende a 44 milhões de euros.

Depois de saber deste penhor, a TAP questionou oficialmente a Pasogal sobre outros eventuais penhores ou limitações sobre as ações ou os equipamentos da Groundforce, que valem cerca de 7 milhões de euros. Mas, até ao momento, ainda não obteve qualquer resposta.

Outro cenário possível é a insolvência da empresa. Nesse caso, a licença da Groundforce poderia ser atribuída a outro operador no mercado.