O assessor jurídico do sindicato dos motoristas de matérias perigosas disse esta segunda-feira que os trabalhadores viram com “tristeza” a requisição civil decretada e vincou que o Governo está a “colocar à margem” os motoristas.

É com alguma tristeza que vemos o Governo a decretar a requisição civil, quando os serviços mínimos que foram decretados estavam a ser assegurados por estes trabalhadores”, afirmou Pedro Pardal Henriques, que falava aos jornalistas em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa.

De acordo com o também advogado, o Governo está a “colocar à margem” estes trabalhadores e a dificultar a reivindicação dos direitos.

Pedro Pardal Henriques reiterou que os motoristas cumpriram os serviços mínimos, dentro da “jornada normal” de oito horas diárias e acrescentou que pretendem continuar a fazê-lo.

O Governo foi eleito por eles [motoristas] e para os representar, mas, na verdade, está a dificultar a reivindicação dos direitos. Foi com tristeza que viram este despacho de requisição civil, mas amanhã estarão aqui para dar cumprimento, tal como fizeram hoje”, defendeu.

O assessor jurídico do sindicato dos motoristas de matérias perigosas afirmou que uma requisição civil por parte do Governo é um ataque à greve e garantiu que os serviços mínimos têm sido cumpridos.

Vejo isto [requisição civil] como um ataque à greve, até porque estas pessoas cumpriram os serviços mínimos. O Governo não esteve aqui […], estas pessoas saíram para trabalhar, simplesmente fizeram oito horas e não as 14 ou 15 horas que habitualmente fazem”, assegurou Pedro Pardal Henriques, que falava aos jornalistas em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa.

O assessor jurídico do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) lamentou ainda que estes trabalhadores estejam a ser tratados como se fossem criminosos, enquanto veem o “Governo proteger quem prevarica”.

O Governo decretou hoje a requisição civil dos motoristas em greve, alegando incumprimento dos serviços mínimos, anunciou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, após reunião do executivo por via eletrónica.