O ministro da Economia admitiu esta terça-feira que “não há receitas certas” na resposta à pandemia e o Governo não pretende ir “a todo o lado” nos apoios concedidos, mas a evolução do desemprego mostra que “tem valido a pena”.

Os últimos números que ainda ontem [segunda-feira] foram conhecidos mostram que o desemprego em fevereiro acabou por ter uma evolução positiva relativamente a janeiro, no número de inscritos nos centros de emprego, e a taxa de subutilização de emprego continua relativamente estável. Este sucesso coletivo na preservação do emprego é o que nos leva a pensar que o esforço que fizemos tem valido a pena”, disse Pedro Siza Vieira numa audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre a resposta económica e social à pandemia.

Avançando que, entre dezembro do ano passado e março deste ano, “só para as empresas a fundo perdido foram já pagos cerca de 1.300 milhões de euros, entre apoios a emprego e apoios a fundo perdido de outra natureza”, Siza Vieira sustentou que “isto teve algum impacto positivo”.

Exemplo disso é “o que tem acontecido ao nível do desemprego”, que “tem surpreendido a todos – incluindo o Governo - e aos observadores internacionais pela positiva”, disse.

Ainda assim, Siza Vieira reconheceu que “não há receitas certas”, até porque “não é fácil concretizar conjunto de medidas inéditas”, sendo que “em muitos momentos o Governo também fica frustrado por a resposta tardar ou por ter que ir ajustando sucessivamente as respostas”.

/ MJC