O presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, Manuel Barganha, diz que «não é inevitável» o aumento da idade da reforma, após as alterações introduzidas na Segurança Social nos últimos anos, cita a Lusa.

«Neste momento não é inevitável aumentar a idade reforma. Foram feitas alterações nos últimos quatro anos que introduziram no sistema de pensões o efeito da idade», afirmou o presidente do IGFCSS, Manuel Baganha, na conferência Portugal 2011 - O Estado da Nação, organizada esta quinta-feira em Lisboa pelo jornal «Correio da Manhã».

Para o responsável, o facto de as reformas recentes da Segurança Social terem introduzido o efeito da esperança média de vida tem um «efeito semelhante ao que teria um aumento da reforma», pelo que alterar o limite mínimo da aposentação não será necessário em breve.

Em Portugal, a idade legal da reforma é, atualmente, de 65 anos.

Manuel Baganha afirmou ainda que tem de mudar entre os portugueses a ideia de que «descontar para a reforma é suficiente», pelo que devem trabalhar para conseguir uma «determinada poupança» de modo a terem dois recursos distintos a que possam recorrer na idade da reforma.
Redação