Mais de 50 trabalhadores da Petrogal manifestaram-se esta terça-feira em frente à sede da Galp, em Lisboa, contra o encerramento anunciado da refinaria de petróleo em Leça da Palmeira, Matosinhos, e pela sua reconversão numa biorrefinaria.

Os trabalhadores chegaram às Torres de Lisboa, onde está sediada a Galp, pelas 10:30, num autocarro que os trouxe do norte país, e concentraram-se em frente à porta principal, gritando “A Petrogal é nossa, não é do capital”, para protestar contra o encerramento de uma instalação que consideram necessária para a região e para as famílias que dependem daqueles postos de trabalho, antes de seguirem para a residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

Os trabalhadores ali reunidos aprovaram por unanimidade uma resolução para entregar à administração da Petrogal, que, entre outros pontos, contesta o argumento da transição energética como motivo para o encerramento da refinaria de Matosinhos e exigem investimentos e a aposta na formação profissional, com vista à modernização daquela estrutura e a sua reconversão numa refinaria de biocombustíveis.

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