Os combustíveis vão subir pela oitava vez consecutiva e atingir um valor máximo nos últimos quatro anos.

Esta subida deve-se, naturalmente, à subida da matéria-prima, motivada pelo rasgar de acordo nuclear com o Irão por parte de Donald Trump e pelo aumento da tensão no Médio Oriente.

O petróleo atingiu esta semana o valor mais elevado em quatro anos, com o Brent em Londres a negociar nos 77 dólares devido às sanções que os Estados Unidos vão impor ao Irão e que ameaçam deixar fora do mercado as exportações daquele que é o terceiro maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Recorde-se que esta semana, o Irão atacou Israel com mísseis nos Montes Golã, o que desencadeou uma resposta israelita e aumentou a tensão no conflito armado entre países com forte produção da matéria-prima.

Por isso, na próxima segunda-feira os combustíveis vão subir dois cêntimos por litro. O valor médio de venda da gasolina simples de 95 octanas passará de 1,547 euros para os 1,567 euros, segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia, o que significa o regresso a valores de maio de 2014.

O gasóleo vai subir de 1,33 euros (preço médio) para mais de 1,35 euros, alcançando valores de fevereiro de 2014.