A bolsa de Lisboa abriu em alta, a acompanhar a tendência no resto da Europa depois daquela que foi a melhor semana para o mercado acionista desde janeiro de 2015. Na origem, o fecho positivo dos mercados norte-americanos na passada semana e o disparo do preço do petróleo, segundo referem os analistas citados pela Reuters.

Já esta manhã, o barril de Brent – que serve de referência às importações portuguesas - avança 4,95% para 57,05 dólares e o de crude nos Estados Unidos cresce 5,36% para 54,26 dólares, ainda no rescaldo da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de travar a oferta de “ouro negro” no mercado.

E com o setor das petrolíferas em alta, a estrela é mesmo a Galp. Cresce 3,17% para 14,30 euros, um novo máximo do título atingido hoje.

Menos otimismo no retalho e nas telecomunicações, setores que ajudaram o PSI20, o principal índice português, no final da semana passada. Hoje, talvez com os investidores em busca de algumas mais-valias, a Jerónimo Martins derrapa 0,91% para 15,145 euros e a NOS desvaloriza 0,36% para 5,525 euros.

Na banca, BCP e Montepio resistem mas o BPI cai 0,26% para 1,129 euros, num dia em que o setor está a ser alvo de forte pressão de vendas. Os investidores aproveitam para fazer dinheiro depois de sexta-feira se ficar a saber que o Banco Central Europeu não dará mais tempo ao italiano Monte dei Paschi para o processo de recapitalização.

O perigo espreita também no mercado da dívida, com  a yield - - taxa de rendibilidade de um título de dívida - das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos subirem 5 pontos para 3,87 %, após ter chegado a tocar nos 3,91% em linha com a equivalente irlandesa, enquanto os juros das pares espanhola e a italiana recuaram.

Na semana passada, em declarações à Reuters, o Banco de Portugal garantiu que as compras de obrigações nacionais vão ocorrer até ao fim do programa do Banco Central Europeu, numa altura em que alguns investidores expressam preocupação que Portugal e Irlanda sejam penalizados por uma escassez de obrigações elegíveis.

O Banco Central Europeu anunciou que vai manter a compra de ativos ao ritmo de 80.000 milhões de euros por mês até ao final de março de 2017, mas a partir de abril reduzirá o valor para 60.000 milhões de euros mensais até ao final do ano.

 
Redação / ALM