O ministro da Economia entende que o crescimento da economia registado no primeiro trimestre de 2017 - o maior em 10 anos -  superou “todas as expectativas” e “é equilibrado”, mas não chega. É preciso que, no futuro, aconteça por via da inovação.

"O crescimento da economia tem acelerado nos últimos três trimestres. Foi importante dar mais confiança aos consumidores, com reposição de rendimentos, mas é igualmente importante dar mais confiança aos investidores. Tudo isso resultou num crescimento que é equilibrado”, afirmou Manuel Caldeira Cabral esta manhã, em Matosinhos, no âmbito do 14.º Encontro Nacional de Inovação COTEC.

O governante fez notar, também, que a expansão do PIB “resulta de um aumento das exportações, de um aumento do investimento e também tem uma componente do aumento de consumo”, cita a Lusa.

A chave para um maior crescimento

Manuel Caldeira Cabral destacou que Portugal regista “um dos maiores aumentos de emprego desde o novo século”, que foi “conseguido com melhoria do saldo externo e melhoria do saldo das contas públicas, e não criando novos desequilíbrios”.

[É preciso] continuar a trabalhar. O crescimento dos próximos anos tem que ser feito pela inovação. Só com mais inovação podemos garantir que há um crescimento e um crescimento que pode criar melhor emprego, com melhores salários”.

Não tem dúvidas de que “é importante manter” este crescimento da economia, sendo que o Governo está “também a trabalhar para o médio longo prazo”, com programas como Interface, Start-UP Portugal e Industria 4.0.

“Desde a primeira hora que lançámos programas importantes para o crescimento futuro. A inovação faz-se em primeiro lugar com a ciência". A inovação "faz-se de forma incremental, mas também por vagas".

Para Caldeira Cabral, "se a vaga do passado distante foi a máquina a vapor […] hoje esta vaga é a digitalização, e a Industria 4.0 responde a esse desafio”.