A economia portuguesa deverá continuar a contrair-se nos próximos seis meses, revelam os indicadores compósitos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Estes indicadores, que apontam a tendência de crescimento ou queda a acontecer num período em média de seis meses, voltaram a cair em Janeiro, o que aprofunda a perspetiva de contração para o futuro próximo. A mesma tendência já dura há mais de um ano.

Já os indicadores para os outros países europeus que estão também ao abrigo de um programa de ajustamento (Grécia e Irlanda) mostram uma tendência de recuperação. Os indicadores compósitos avançados da OCDE completaram em janeiro o terceiro mês consecutivo a crescer no caso da Grécia, e o quarto mês consecutivo no caso da Irlanda.

É ainda dado um sinal positivo nas perspetivas para a zona euro, com estes indicadores a apontarem para o terceiro crescimento mensal consecutivo e no caso das cinco maiores economias da zona euro os indicadores dão o primeiro sinal de mudança em mais de um ano pela primeira vez em janeiro.

Para o total dos países que fazem parte da OCDE, a tendência é semelhante, com os indicadores a somarem em janeiro o seu terceiro mês consecutivo de subida.

China e Brasil abrandam, mas grandes economias crescem

Além da Zona Euro, há sinais preliminares de recuperação económica nas maiores economias mundiais, apesar de um abrandamento da China e do Brasil.

As economias dos Estados Unidos e do Japão lideram as perspetivas de crescimento.

Para as economias da zona euro, a OCDE apontou sinais «mais fortes, embora incertos», mas a análise do crescimento das economias da China e do Brasil apontou para um ritmo abaixo da tendência global.

O objetivo dos indicadores compósitos mensais da OCDE é indicar momentos de viragem na atividade económica, que pode variar face às perspetivas de crescimento de longo prazo.

Os dados publicados apontaram para «um ritmo de crescimento positivo para a OCDE como um todo», referindo-se aos 33 Estados-membros.

«Os Estados Unidos e o Japão continuam a liderar a posição global(...) mas o crescimento forte, embora incerto está a começar a aparecer em todas as outras grandes economias da OCDE e na zona euro, como um todo», acrescentou a organização.

Para os países do grupo dos BRIC (Brasil, China, Rússia e Índia), as previsões da OCDE apontaram também para «variações positivas no ritmo de crescimento» das economias russa e índia, mas «continuam indicar crescimento abaixo da tendência» para a economia brasileira e chinesa.
Redação / PGM