A dívida pública em função do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou no terceiro trimestre de 2016 para os 90,1%, com Portugal a registar a segunda maior dívida da União Europeia (UE) na comparação trimestral e a quarta subida homóloga, segundo o Eurostat.

Segundo os dados, divulgados hoje, no terceiro trimestre de 2015 a dívida pública portuguesa, em percentagem do PIB, foi de 130,4% e subiu para 133,4% no mesmo trimestre de 2016. Uma percentagem que também é superior ao segundo trimestre do ano passado (131,7%).

O rácio da dívida pública da zona euro foi, no terceiro trimestre, de 90,1% do PIB, um recuo face aos 91,2% registados entre abril e junho e aos 91,5% do período homólogo.

No conjunto dos 28 Estados-membros da UE, a dívida pública foi de 83% do PIB, abaixo dos 85,9% homólogos e dos 84,2% do trimestre anterior.

A dívida pública portuguesa continua a ser uma preocupação. Aida hoje, numa entrevista ao Público, a coordenadora do Bloco que Esquerda, partido que apoia o Governo, voltou a insistir no tema da renegociação.

Mesmo assim, e com os juros da dívida a tocarem os 4% na última emissão de longo prazo, tanto António Costa, primeiro-ministro, como Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, desvalorizaram o tema. Alegam que, logo a seguir à emissão, os juros caíram e, além disso, Portugal apresenta sinais de recuperação.

Mas o fato é que, independentemente dos fatores internos há fatores externos, como o "furacão" Trump, que são, para já, difíceis de prever e colocam pressão sobre as recuperações económicas e as dívidas soberanas dos países.