A Unidade Técnica de Apoio Orçamental antecipa que a economia portuguesa cresça 2,5% este ano, se o crescimento económico dos próximos trimestres for em linha com o projetado pelo Governo no Programa de Estabilidade.

A UTAO faz um exercício de previsão considerando já os dados do Instituto Nacional de Estatísticas, relativos ao primeiro trimestre, e que deram conta de um crescimento de 2,8% em termos homólogos e de 1,0% em cadeia.

Na nota sobre a execução orçamental até abril, a que a Lusa teve hoje acesso, os técnicos que apoiam o parlamento referem que, “na hipótese dos trimestres remanescentes de 2017 registarem uma variação nula em cadeia, o crescimento anual do PIB situar-se-á em 2,0%”, ou seja, mais 0,2 pontos do que a projeção do Governo.

O ministro das Finanças acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer mais de 3% no segundo trimestre deste ano e o Presidente da República também considera que "é possível". No total de 2017, Centeno antecipa poderá ficar acima dos 2%, acima da meta de 1,8% traçada pelo Governo, o que vai de encontro ao otimismo agora revelado pela UTAO.

Quanto ao défice orçamental, e até março, as contas desta unidade técnica apontam para que tenha 2,4% do PIB no primeiro trimestre, em contas nacionais. Uma melhoria face ao período homólogo mas “aquém do objetivo anual”, que aponta para um défice de 1,5%, lembra a UTAO.

Este cálculo não tem em conta o impacto que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos “possa vir a ter em contas nacionais”, salvaguarda. Essa operação ascendeu a 3,9 mil milhões de euros, cerca de 2,1% do PIB anual projetado no Orçamento do Estado para 2017.