Os sindicatos denunciam atropelos aos direitos dos trabalhadores da Jerónimo Martins que vão trabalhar no próximo fim de semana de recolher obrigatório. À TVI, Célia Lopes, do Sindicato de Comércio e Serviços, revelou que "há relatos de trabalhadores convocados para trabalharem às quatro da manhã, para terem a loja aberta às 06:30, sem que haja preocupações se têm transportes ou com quem deixar as crianças", sublinhou. 

À TSF, o sindicato garante que os trabalhadores do Pingo Doce não vão receber mais por abrir as lojas mais cedo no fim de semana, sendo apenas contabilizadas duas horas a mais para o banco de horas dos trabalhadores.

Quem também está contra a medida são as autarquias. Eduardo Vítor Rodrigues, presidente do Conselho Metropolitano do Porto, diz que a intenção é demasiado grave. O também autarca de Gaia sublinha que a Jerónimo Martins nem sequer pediu autorização às entidades para abrir mais cedo e espera que o governo ou, no limite, os concelhos da área metropolitana, não permitam a abertura antes das oito da manha.

O estado de emergência foi declarado para proteger as pessoas, não foi para entrarmos neste tipo de paródias", sublinhou. 

Redação