O director-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), Paulo Vaz, disse à Lusa esta quarta-feira que a adesão à greve geral no sector é de 1,56 por cento, «em linha com o esperado».

Segundo Paulo Vaz, estes são os dados apurados até às 12h00, os quais não deverão sofrer alterações significativas.

«É um valor residual, em linha com o que tem sido verificado no setor em outras greves», acrescentou.

A ATP tem 600 empresas associadas, as quais contam com 150 mil trabalhadores directos.

Já a adesão à greve geral nos trabalhadores das indústrias metalúrgicas e metalomecânicas ficou em 1,23 por cento, disse à Lusa a associação representativa do sector, enquanto o sindicato dos metalúrgicos do Norte estima adesões bem mais altas.

«Tivemos uma taxa de adesão à greve de 1,23 por cento. A adesão destes grevistas foi sobretudo em pequenas e médias empresas, já que em micro empresas não tivemos qualquer adesão e nas grandes empresas tivemos a adesão foi de 0,07 por cento», disse à agência Lusa Raquel Aguiar, da Associação de Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP).

Recorde-se que a CGTP e a UGT realizam hoje uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade, anunciadas pelo Governo em Setembro, que têm como objectivo consolidar as contas públicas, entre as quais os cortes de salários nos trabalhadores do Estado, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA.
Redação / LF