O Banco de Portugal abriu no final de 2019 uma inspeção por branqueamento de capitais ao Eurobic, banco português cuja maior acionista é a empresária angolana Isabel dos Santos. A informação foi avançada esta noite em "Primeira Mão", espaço semanal de informação do jornalista Pedro Santos Guerreiro na TVI24.

Esta inspeção segue-se a outra realizada em 2015, que determinou a recomendação de mecanismos que agora estão a ser verificados. A decisão do Banco de Portugal, que ocorreu antes, acabou por coincidir com as notícias recentes de que a justiça angolana ordenou o arresto de bens e o congelamento de contas e Isabel dos Santos.

Também sobre estas notícias recentes, várias informações são avançadas em "Primeira Mão". É o caso da informação de que a equipa de investigação angolana deste caso colocou em cima da mesa a possibilidade de requerer também o congelamento de contas de Isabel dos Santos em Portugal. A ocorrer, esse pedido terá de ser feito à justiça portuguesa, sendo o Banco de Portugal mero executor da decisão. O processo na justiça de Luanda avaliará se Isabel dos Santos de facto lesou o Estado de Angola, num total de mil milhões de euros, como contabilizam os investigadores. 

Pedro Santos Guerreiro analisa ainda os contornos do processo, explicando que a queixa de Isabel dos Santos de não ser ouvida antes do arresto não faz sentido, uma vez que se trata de uma providência cautelar. Em Portugal, disse, age-se da mesma forma em processos semelhantes, explicou, ficando a defesa para depois da providência cautelar.

Já quanto às acusações feitas de politização da justiça, o jornalista explica o contexto que se vive em Angola. E avança que há receios em sectores do regime atual de que Isabel dos Santos tivesse a intenção de se candidatar à presidência do país.

Veja o vídeo com a análise completa.