O Governo quer reestruturar a função pública e, para isso, vai adotar novos critérios para a promoção na carreira dos funcionários. O jornal Público avança que uma das ideias é pôr fim às progressões automáticas.

A reestruturação das carreiras terá que ter em conta o impacto orçamental dos salários e, por isso, apostar em prémios e promoções e não apenas numa lógica de progressões automáticas.

O objetivo do executivo é tornar a função pública atrativa e com perspetiva de carreira, mas não à custa do simples descongelamento das carreiras o que levaria a um rombo orçamental.

A integração dos precários no Estado também obriga o executivo a repensar a moldura de hoje tendo em conta as atuais necessidades.

Com as progressões congeladas, na prática desde 2003, desde 1990 que não há existe uma reestruturação global e profunda das carreiras.

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) vai pedir uma audiência ao ministro das Finanças para clarificar as intenções do Governo quanto à reestruturação da função pública e aos limites às progressões na carreira.